Who cares

Seja um bom leitor e se indigne com esses disparates postados aqui!

domingo, 25 de setembro de 2011

O Inverno



     A beleza sempre transpareceu nas coisas mais tristes. As canções dos povos tristes sempre foram as mais bonitas. Perseguindo o sol, há algum tempo sem ser iluminado, vou para oeste. Vejo aquela luz quase vermelha numa mescla entre laranja e vermelha. Não há o que pensar, na verdade. A vida é tão curta e a beleza disso me deixa triste, com calafrios..

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Nada


A gente é quem faz

     As pessoas pensam que eu estou em outro lugar, mesmo quando estou do lado delas. Os lápis e os papéis estão me olhando agora e pensam que eu estou triste. Há momentos em que uma semana dormindo é pouco para descansar a mente diante de um munto torto e tumultuado como esse. O psicológico evidencia no corpo a sua exaustão. Pensar se demonstra uma enorme tortura.
     Entretanto, sempre acontece umas tardes magnificas, proveitosas, aprazíveis. Sempre chega a hora que gente percebe que a maneira mais fácil de se livrar de toda essa mesquinharia é sorrindo, dando gargalhadas. Se a felicidade é um momento, então não a deixe passar!

terça-feira, 20 de setembro de 2011


     Estamos morrendo. Mas eu, particularmente, estou me matando também. Até agora os cigarros, o álcool e as outras porcarias continuam a fazer muito sentido pra mim, mais do que qualquer outra coisa(sei lá isso). Todos nós temos escolhas, somos mais ou menos livres. Estou escolhendo ter uma vida imaginativamente com sentido. É importante sabermos a fronteira entre o prazer e a dependência. Por enquanto ficamos por aqui, com nossos violões, fazendo música, pitando alguma coisa, bebendo algum vinho doce, sem nunca fazer o mal, assaltar ou matar alguém. Então qual é o problema?
     Qualquer pessoa que tenha sensibilidade entende que na vida existem mais perguntas que respostas. Aquele sorriso burro, amarelo e desprovido de emoção é desespero, é nada.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011



     Vou caminhando vendado em cima de uma corda bamba. Parece perigoso. Gosto da sensação. Fui ao bar. Pedi Martine. Para evitar as conversas tediosas do balcão fui imediatamente para uma mesa do canto, a mais escondida. Lá via toda espécie de gente, sem ser notado. Vi as costas de uma certa belíssima mulher que entrava sozinha, a fumaça que ela trazia consigo...
     A noite estava amena, as estrelas visíveis e o ar agradável. Fui convidá-la para ir à minha casa tomar vinho, fumar e fazer amor até o dia nascer. Não fiquei esperando o tempo passar pensando no que ia dizer, nem fiz previsões de nada. Apenas fui dizer o que eu queria fazer.

     Depois de ter dito cada palavra, pensei que o minímo que me aconteceria seria ela dizer não. Mas também podia acontecer de eu levar um tapa, de ela chamar um garçom e me expulsar dali... Surpreendentemente ela me disse "vamos!". Não pude deixar que ela não notasse minha cara de surpreso, mas soube me recompor a tempo para não parecer um bobo.
     Roubei um carro, não foi difícil. Roubamos, juntos, depois, uma placa de trânsito. Talvez fossem as drogas. Rimos, choramos e depois vimos o sol aparecer esplendorasamente. Olhamo-nos. Percebemos que não havia razão mais pra dormir, quanto mais pra acordar...

domingo, 12 de junho de 2011

Chega de verdades. Viva alguns enganos

A vida é algo realmente esplendoroso. Eu já sinto agora um frio na barriga e isso me faz lembrar quando eu nasci. Minha mente está pensando no universo particular que cada um cria pra fugir dos absurdos de universos alheios. Não quero mais pensar em verdades. A moral, talvez, não seja  tão importante assim. Entretanto, extingui-las causaria o pânico nas mentes mais libertinas. Não gosto muito de falar e nem de ter esperança. Eu gosto da imprecisão do presente. Gosto de não saber o que estou fazendo e depois ficar feliz de saber que fiz a coisa certa. Eu não sei explicar muito bem o que quero que vocês saibam, mas eu sinto que o amor existe e é uma coisa boa. Não deixem de acreditar nele, mesmo que, às vezes, ele possa parecer um maldito engano. E se for um engano, então viva alguns enganos.

domingo, 27 de março de 2011

Baudelaire

O AZAR


Castigo assim tornar tão leve
Somente a Sísifo se cobra!
Por mais que mão se ponha à obra,
A Arte é longo e o Tempo é breve.
Longe dos túmulos famosos,
Num cemitério já sepulto,
Meu coração, tambor oculto,
Percute acordes dolorosos.
- Muito ouro ali jaz sonolento
em meio à treva e ao esquecimento,
esquivo à sonda e ao enxadão;
E muita flor exala a medo
Seu perfume como um segredo
Na mais profunda solidão.

quinta-feira, 24 de março de 2011


“Ri, coração, tristíssimo palhaço”.

[Cruz e Sousa]